Música / Questão de Opinião

Te conto o show: Estréia do Policromo no Rio, em 11/08/14

Ana Clara assistiu à primeira apresentação da nova turnê do 5 a Seco e conta tudo, confira!

* Por Ana Clara Veloso

Foto: Leonardo Stravalli

Ingressos esgotados, há ainda uma fila de esperança na bilheteria, é chegada a hora.

O coro inicial, à capela, em “Geografia sentimental”, anuncia um show de gente entrosada. Aos poucos, isso é o que faz sucumbir a sensação de trabalhos mais individualizados no novo repertório a seco, experimentada por muitos – me incluo nessa – em uma primeira audição de Policromo. Os crescimentos das carreiras solo no intervalo entre uma turnê e outra trazem mais segurança do que nunca à apresentação do coletivo. Com o compromisso de animarem cariocas na pista do Solar de Botafogo, Pedros, , Leo e Vini assumem outras funções e trazem diferentes instrumentos para o palco, como a escaleta e o kazoo.

As experimentações transparecem a preocupação em executar ao vivo as nuances gravadas no CD. O resultado é um show ainda mais interessante visualmente. Se há falhas técnicas demais – áudio desligado por até três versos de uma canção, microfonia e volumes instáveis –, os meninos se ajudam no palco para recuperar a harmonia. Durante as 18 músicas programadas no setlist, que os olhos curiosos de fãs novos e antigos tratam de espiar antes do início do show, apenas em uma delas o quinteto não permanece junto no palco. Curiosamente, o momento já é conhecido da velha turnê: “Pra você dar o nome”. Do primeiro trabalho do grupo, nos visitam também “Nó” (primeira a aparecer), “Feliz pra cachorro” e “Faça desse drama”, que dialogam bem com o atual cenário.

Entre as novas músicas, “Nem tchum” é quase-ditada por um Leo que, com improvisos aqui e ali, arranca risadas da plateia. De fora do palco, ele parece o número 1 também quando pede atenção em “Primeiro olhar” ou dançando com irreverência no início de “Festa de rua”. Na faixa, divide os vocais com ele, Pedro Viáfora. O “moreno-lindooooo-casa-comigo-Pedro”, como gritam algumas fãs, não é só responsável por um dos momentos mais animados do show. Em “Épocas”, ele e a plateia parecem expurgar de mãos dadas os problemas. Com o xará, ele ainda canta “Veio pra ficar” (#todxscomemora!!!!!) e “Passo a passo”.

Talvez o momento mais tranquilo da noite seja protagonizado por Pedro Altério, em “Você e eu”, cantada lindamente. Ele continua, neste show, dando “novas-indispensáveis-entonações” e surpreendendo com rápidas participações em outras músicas. Junto a Tó, Altério apresenta “O sonho”, que o público também acompanha, e “Ninguém nem eu”, a que melhor funciona na estreia de Policromo, na minha humilde opinião (rs). Além de cantar “Vem e vai” e “Amo Djavan”, Brandileone brilha em “Fiat Lux” ao comandar efeitos sonoros por um computador. E com direito aos seus passinhos notadamente estilosos.

Na mesma longa música, Calderoni se mostra preparado para prender atenções como ninguém. Em “Não tem paz”, mais uma vez, ele prova que a versatilidade – a mesma que o faz tocar pelo menos cinco instrumentos durante o show – cai bem para o grupo. É dele ainda o bis improvisado, “Ou não”. Pra já ou no cartão sem juros, o investimento no ingresso vale. 5 a seco tem músicas pra contar.

Foto: Ana Clara Veloso

* Ana Clara Veloso é moderadora da página Pedro Alterio NaTerra e os vídeos que ilustram o texto são do canal “Secxs por 5”  alimentado pelo FC 5 a seco BSBrasil e Pedro Alterio NaTerra.

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