Abre Aspas / Música

Bendita voz de Juca Chuquer

Em processo de gravação do  primeiro álbum, o músico conta como é realizar esse sonho

* Por Meiri Farias

A cerca de um ano, ouvi uma música que encantou e intrigou enquanto assistia o DVD do 5 a seco. A musica era “Diz” de autoria de Dudu Falcão com interpretação do Tó Brandileone. Depois de muito procurar pela Internet, encontrei um cover que despertou a mesma sensação de beleza e encantamento, o moço responsável por tal proeza atende pelo nome de Juca Chuquer.

O nome, a voz, a aparência, nada era completamente estranho. Comecei então, a explorar seu canal no YouTube, a fim de descobri de onde vinha toda aquela familiaridade. Mas foi só quando encontrei pela internet uma versão do Juca para a música “Pra você dar o nome” que a resposta obvia chegou: Juca Chuquer ou João Paulo Chuquer Brandileone, é irmão do Tó Brandileone.

É dentro desse clima familiar que seu primeiro disco está sendo gravado. Com a produção do Tó, as composições do Juca estão ganhando vida e teremos novidades em breve. Quer saber mais? Confira a entrevista que fizemos com o Juca!

 Armazém de Cultura: Olá Juca! O Tó postou recentemente uma foto no Instagram sobre a gravação do seu disco, teremos novidades em breve? O que podemos esperar sonoramente do CD?

Crédito na imagem

Juca Chuquer: Olá para todo mundo do Armazém de Cultura e muito obrigado pela oportunidade de estar aqui! Sim, novidades estão a caminho! Estou em processo de gravação do meu primeiro CD. É a realização de um sonho. São dois anos estagiando como engenheiro para arrecadar o dinheiro necessário para gravá-lo. Então imaginem a minha ansiedade para recebê-lo em mãos, pronto!

Quanto à sonoridade, ela está diretamente ligada ao meu irmão. O Tó é o produtor do disco, então ele é quem comanda e sugere todas as alternativas sonoras que possam ser utilizadas ou encontradas em cada música. E sabendo da qualidade, talento e empenho dele, fico muito confortável em dizer que o resultado até agora está fantástico! Ainda falta muita coisa, mas já estamos no meio do caminho! Podem esperar uma textura típica da música Pop, com muita criatividade vinda do Tó!

 AC: No seu canal do Youtube, já publicou versões de músicas do John Mayer, Djavan, entre outros. São referências para você? Além deles, que artistas influenciaram sua música?

Juca: Eu, desde criança, sempre fui muito fã da música pop. Eu cresci ouvindo Beatles nas viagens de carro com minha família. É claro que quando eu comecei a compor o resultado não podia ser outro senão músicas pop. Eu amo o fato desse estilo musical ser capaz de atingir tanta gente, de uma forma tão simples e direta. Então minhas principais referências são, sem dúvida, artistas que conseguem fazer isso de uma maneira muito clara: John Mayer, Jamie Cullum, Coldplay, Michael Bublé, Tiago Iorc, Michael Jackson, Justin Timberlake, Jason Mraz, entre tantos outros. Além disso, sou muito fã da nova geração de músicos brasileiros, que estão mandando muito por aí! 5 a Seco, Dani Black, Paulo Novaes, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Vinicius Calderoni, Leo Bianchini, Demetrius Lulo e mais outros que, com certeza, esqueci de citar! Todos me influenciam de alguma forma, pois a admiração que tenho por eles é enorme.

Falar do meu irmão apenas como referência musical não seria possível. Ele é referência de atitude, trabalho e caráter, além de ser a pessoa mais talentosa que eu já vi. O cara faz tudo que é relacionado a música com uma naturalidade assustadora. E quando ele não sabe ele vai atrás, descobre, aprende e logo se torna natural.

AC: Sobre disponibilizar canções por vídeos no Youtube e a Internet de forma geral qual é a sua opinião? Acha que é a nova plataforma para divulgação de artistas que estão começando?

Juca: Eu acho que os artistas devem se adaptar às mudanças que ocorrem na sociedade. Hoje em dia vender CD físico não é mais o alvo principal de ninguém, pois já não é a melhor maneira de atingir seu público e o retorno financeiro proveniente das vendas caem a cada ano que se passa. Claro, é de extrema importância gravar um CD e ter um produto seu em mãos, mas a forma de distribuí-lo já mudou completamente.

A internet é a principal ferramenta para se autopromover, para disseminar conteúdo sobre os mais diversos assuntos e fazer com que os outros te conheçam e queiram ouvir a sua música. Com certeza é uma plataforma de divulgação extremamente valiosa, e não apenas para artistas que estão começando, mas também para artistas já consagrados.

AC: A cantora Luiza Possi gravou uma composição sua (a canção “Pode Vir”) no disco “Sobre amor e o tempo”. Como aconteceu? E como é ouvir músicas suas na voz de outros artistas?

Juca: Eu conheci a Luiza por meio do meu irmão e do resto dos meninos do 5 a Seco. No dia seguinte que eu fiz e gravei a “Pode Vir”, mandei pra ela ouvir pelo Facebook mesmo. E tive como resposta algo do tipo “Juucaaaaa, estou arrepiadaaa! Eu e a mulher que trabalha aqui em casa! Posso gravar no CD?”, e acabou sendo a primeira música que ela escolheu para o disco “Sobre o amor e o tempo”. Eu nem acreditava. Eu, um artista que está engatinhando na carreira de compositor, já ter uma música gravada por uma cantora consagrada no cenário musical brasileiro é bom demais pra ser verdade! Vou ser eternamente grato a ela por essa oportunidade.

Foto: Página do artista

 AC: Falando sobre shows, é muito diferente apresentar canções de sua autoria e interpretar composições de outros artistas? O que te leva a escolher determinada música para cantar?

Juca: Eu vejo diferença, sim. Cantar músicas de minha autoria é uma exposição muito maior, por um simples motivo: são meus sentimentos e opiniões nas músicas e sempre rola um medo em relação à aceitação do público. Interpretar composições de outros artistas é uma tarefa um pouco mais fácil, pois cabe a mim apenas introduzir meu jeito de cantar e tocar em músicas já existentes, que eu sei que já possuem uma aceitação enorme. Mas tenho muito prazer em fazer os dois. Eu comecei tocando apenas covers em shows na escola, bares, etc. A partir de 2012, comecei a colocar músicas minhas no repertório também e hoje elas são mais de 70% dos shows.  Gosto da ideia de mesclar, pois desenvolvi um carinho especial por tocar covers e, ao mesmo tempo, ver as pessoas cantando e se identificando com minhas músicas é algo que não tem preço.

 AC: Se pudesse escolher um artista (o céu é o limite!) para fazer uma parceria ou dividir o palco, qual seria?

Juca: Nossa, surgiram umas 15 opções em 15 segundos que eu pensei aqui. Vou preferir dividir assim: artista vivo ainda, John Mayer; artista que já nos deixou, Michael Jackson.

AC: Tem previsão de shows em São Paulo?

Juca: Estou no último ano da faculdade, estagiando, fazendo o TCC e ainda gravando o CD. Confesso que ter tempo livre para ensaios e shows no momento está complicado (risos). A minha vontade é conseguir fazer um show de lançamento do CD em novembro ou dezembro, mas como não sei como as coisas vão fluir, não posso precisar nada, infelizmente.

 Ouça “Maldita Voz”:

 

 

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