Abre Aspas / Música

Mari Salvaterra: Música com consciência ambiental

Ex-Blitz se prepara para lançar primeiro disco solo por meio de campanha de financiamento coletivo

* Por Meiri Farias

Foto: Página da artista

A música está presente na vida de Mari Salvaterra desde cedo. Aos 14 anos começou a cantar em coral e aos 19 passou a cursar canto popular. Passou por bandas como Swing à 3, Rozen, Mig 25 e a nacionalmente conhecida, Blitz onde foi backing vocal por três anos.

Depois de lançar em 2013 o EP “Me entrego”, Mari está em campanha para financiar coletivamente seu primeiro disco solo completo. A ideia é utilizar o mínimo possível de recursos que degradam o meio ambiente, inclusive na prensagem do encarte do CD, que será distribuído em  MP3. Se o projeto atingir a meta, 200 árvores nativas da Mata Atlântica serão plantadas.

Quer saber como participar da campanha e conhecer um pouco mais do trabalho da Mari?

Armazém de Cultura: Em 2013 você lançou o EP “Me entrego” e agora está trabalhando para lançar seu primeiro disco. O que muda desse trabalho para o disco completo?

Mari Salvarerra: A música muda todo ano! Eu acredito que às vezes até menos que isso. As coisas acontecem muito rápido hoje com a modernidade! em apenas algumas horas qualquer artista grava um som e o coloca na internet para o mundo ouvir.
Neste disco todos irão escutar um pouco de mim, o que eu fui no passado e o que sou agora. Vão me escutar com influências atuais, mas com um toque do que eu era antigamente, afinal, não posso perder a minha essência. Estou sempre me reciclando com os sons atuais, mas não perco a essência de quem eu sou.

AC: Muitos artistas tem usado o financiamento coletivo como forma de conseguir fundos para lançar seus trabalhos. No seu caso, além de financiar seu disco, você mantem um trabalho de consciência ambiental, poderia explicar um pouco mais?

Mari: A ideia da campanha de financiamento coletivo surgiu depois de tornarmos real o projeto Atitude Salvaterra. Esta campanha que foi feita através do site Kickante, foi apenas uma continuidade do projeto, pois não quero deixar de ser uma artista sustentável! Sempre que eu tiver a oportunidade de dividir com o meio-ambiente a grana que arrecadei em algo para plantar árvores, seja em EPs vendidos, ou em campanhas de crowdfunding, ou em downloads das minhas faixas musicais, ou até mesmo em shows que eu fizer, dividirei com o maior prazer. Eu como artista me vejo na posição de incentivadora social! As pessoas precisam se sentir estimuladas a fazer o bem independente do trabalho delas no dia a dia. Mesmo assim, minha ação é como cidadã e a obrigação de termos o hábito sustentável é de toda humanidade.

Crédito na foto

AC: Você iniciou na música muito cedo e participou de diversas bandas, entre elas a Blitz que é conhecida nacionalmente e referência na historia do rock brasileiro. Esses trabalhos anteriores influenciam muito sua carreira solo?

Mari: Sim! A banda cover é essencial para construirmos uma carreira. Aprendi a lidar com o público, a cantar música que eu não gostava, a escolher músicas especiais para agradar ao público, aprendi a aceitar ideias dos outros e também cresci musicalmente, mas eu nunca acreditei que uma banda de cover pudesse chegar em algum lugar apesar da vida de músico autoral ser muito mais complicada. No Brasil as pessoas não estão acostumadas a incentivar quem compõe, o brasileiro quer somente ouvir aquelas mesmas músicas que os fazem cantar já há muito tempo.
A vontade de me lançar em carreira solo veio bem antes da Blitz, mas a Blitz foi a minha maior escola musical. Foi como eu estivesse estudando em Harvard. (risos) Depois deles, me senti pronta para me lançar na carreira solo.

AC: Além deles, quais são suas principais referências na música? E o que tem ouvido nos últimos tempos e indicaria para quem gosta do seu trabalho?

Mari: Minhas referências são as mais ecléticas possíveis e eu indico todos esses sons: Queen, Katy Perry, Pink, Kelly Clarkson, Bon Jovi, JustinTimberlake, Bruno Mars, Kiss, Raimundos, Blitz, Marisa Monte, Etta James, Elis Regina, João Bosco (o da MPB, não o do sertanejo), O teatro mágico, Dio, Iron Maiden, ai ai, tem tanta coisa…

Ouça “O segundo”:

 

 

 

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