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Dica de Segunda: As (25) músicas que mudaram a vida

Dica

Aqui se encontra mais uma dica que parte de uma negação: não, o blog não mudou sua linha de publicações. Não teremos aqui um “draw my life” (nada contra) ou algo assim. A dica de hoje é uma playlist inusitada com vinte e cinco (o número aumentava cada vez que percebia ter deixado algo para trás) músicas que mudaram minha vida. Essa denominação vai de catarse à detalhes, coisas simples que as vezes a gente enxerga sem entender, mas sabe que o fato de enxergar é uma noticia da vida pra nos mudar o tempo todo. E a gente, quem é para não obedecer?

*Tentei pegar os vídeos que participaram da mudança, por isso nem sempre a qualidade é a melhor.

**A ordem é mezzo cronológica, não preferência.

– Paciência (Lenine)

Tinha uma implicância sem explicação com o Lenine, mas também era apaixonada pela frase “a vida é tão rara”, que sempre aparecia em sites de citação. Depois de tanto aparecer de sugestão do Youtube resolvi dar play, e agora ela está aqui de primeira.


-Drops On Jupter (Train)

A primeira versão que escutei foi com a Taylor Swift. Não entendia muito bem a letra, mas gostava tanto da forma saudosista que a moça interpretava que inventei meu próprio significado. Ao ouvir a versão original terminei de traduzir, e ali eu estava um pouco traduzida também.


-Deixe Estar (5 a Seco)

Após muita choradeira no ombro de uma amiga, já cansada ela mandou a frase: “ele vai ligar louco pra te ver e então verá, que você cresceu e apareceu”. Rasguei papel, deletei texto e muito por isso, agora estou aqui.


-Dia a dia Lado a Lado (Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz)

Foi martelando aos poucos até chegar no ponto de ter de ouvir toda noite antes de dormir. Final de 2012, começo de 2013 eu aprendendo o que a música poderia causar e o sonho de transformá-la em partitura para tocar.


-The a Team (Ed Sheeran)

Não lembro muito qual o processo com essa música, mas a julgar ter sido uma das primeiras a vir em minha mente, precisava entrar. O tanto de contos que já comecei com essa música não se lista em texto.


-Canção Pra Não Voltar (A Banda mais Bonita da Cidade)

Nem de longe é minha preferida d’A Banda. Mas após vencer o incomodo que eles me causavam, foi a primeira que eu gostei, assistia esse vídeo e aí conheci a possibilidade da interpretação de uma cantatriz.


-Sozinho (com Caetano Veloso)

Sabe essa coisa bem vergonhosa de cantar com os braços abertos, de olho fechado morrendo a todo momento e por isso sendo mais viva que nunca? Então.


-Só Sorriso (Dani Black)

2013, show do 5 a Seco e aqui conto um segredo: só conhecia o Dani Black de nome. Eis que ele surge ao palco e canta essa música, eu olhando pra minha irmã, ela me olhando e essa certeza que você compartilha com quem muito de conhece: é pra mim!


-Blackbird (The Beatles)

Porque eu não gostava dos Beatles, mas essa música fez o coração voar em liberdade, sem muita explicação racional. Além de todo acaso, lembra-me minha irmã (e seu amor por Paul).


– Aqui (Tulipa Ruiz)

Show de outubro/2013 ansiosa para ouvir “Sushi” que não rolou. O que tocou foi essa música em tudo o que eu precisava.


-Um dia após o outros (Tiago Iorc)

Quem tem coração vulcânico facilmente entende a necessidade de lembrar que nada como o poder do tempo. Final de 2013, e a vontade transbordante de viver o agora com a calma de que não tem medo de amanhã.


-Esfera/Sangrando (com Bruna Caram)

Combo! Sangrando mexeu com minha vida faz bastante tempo em um cinema com a família, já Esfera chegou no começo de 2014 pra tirar esse medo que as vezes dá da gente mesmo. Impossível não citar meu pai que é apaixonado pela canção (e pela Bruna).


-Nosso Estranho Amor (Caetano Veloso)

O comercial da Rede Globo anunciava que o filme do dia, na sessão de nacionais seria “Romance” (já falei dele, lembra?) e ao fundo Caetano lutava pelo direito de amar do jeito que for. A junção do filme com a canção ainda está mudando a vida.


-Her Song (Tó Brandileone)

Porque essa junção de letra e melodia acaba comigo, não importa em qual momento da vida eu me encontro.


-Trovoa (com Dois Tempos de Um Lugar)

Estava conhecendo o repertório do espetáculo quando li a frase “e o simples ato de cheirar-te me cheira a arte” junto ao vídeo. Após assistir atônita, lembro de mandar uma mensagem pra minha irmã: “ouça sem pausa, prestando atenção em casa palavra”. Lhe recomendo também.


-Como Nossos Pais (Elis Regina)

Aula de português no começo do ano passado, não entendia nada de Elis e seu poder de catarse quando uma menina sugeriu que o professor colocasse a música (nem lembro se tinha a ver com a matéria). Hoje a menina é amiga de infância – das coisas que a Elis traz.


-Mascarados (Rubel)

Dia cinzento, seriamente chateada por futilidade e com a louca vontade de ouvir “quando bate aquela saudade” baixei o disco do Rubel. O resto da história é a música.


-Casa Pré-Fabricada (com Maria Rita)

Não sou fã número um da Maria Rita, mas por algum motivo essa versão (o vídeo e suas cores também) traz um monte de sensação que a lógica não compreende.


-Amor de Índio (com Maria Gadu)

Indicação de um amigo queridíssimo, não dei valor ao nome, mas me propus a ouvir quando chegasse em casa. Ainda sem muitas expectativas coloquei pra tocar sem fone, deixando entrar aquilo de mais puro que ressoa dela não só em mim, mas na família que um por um, estavam emocionados.


-Estilingue (Lemoskine)

Tem essa frase “meu coração de passarinho” e um desenho bobinho que eu fiz, tão pessoal e pequeno que só as coisas que a gente nunca esquece costumam ser.


-Meu Sol (Vanguart)

Já de férias, voltando não sei de qual lugar, cantando “minha alma sabe que viver é se entregar”, desejando ser muito, muito feliz e descobrindo que a felicidade já está no caminho.


-Bela 2 (Bruno Berle)

Começo do ano, após uma chuva que tinha acabado com a internet coloquei essa música pra tocar enquanto escrevia um ensaio para teatro que nunca terminei e hoje nem sei se preciso, ficou guardado junto às estampas florais e danças insones.


-Dia Branco (com 5 a Seco)

Eu adoro (ou odeio) quando uma música se apresenta exatamente no momento em que devo dizer sua letra a alguma situação. Superei o embarace ouvindo na minha viagem, então ela também tem cheiro de estrada.


-Zeppelin – (Bernardo Bravo)

No meio de uma semana mais ou menos (de tão ruim nem triste é, o pior sempre está no meio) doente e sem perspectiva, essa música apareceu para lembrar que é permitido ser feliz, sempre tem o mundo inteiro lá fora.


-Simples Assim (Lenine)

Sábado a noite quando minha irmã mostrou, uma tristeza boba e aquela frase do Leoni na cabeça: é simples ser feliz, difícil é ser tão simples.

*Sim, não confundi os nomes, é Leoni mesmo.

Beatriz Farias

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