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Dica de Segunda: Radinho da Bia IV

*Por Beatriz FariasDica

É preciso deixar claro que a ideia do Radinho foi totalmente abraçada por nós e por isso só sairá para ganhar um dia só pra ele (leve como spoiler). Com toda graça, este mês foi extremamente frutuoso no quesito musical e por isso me dei a ousadia de convidar a chefe outra vez, mas com a certeza do que ela escolheria – e eu também, mas tem coisas que ainda não encontrei palavras para que leiam a sensação – propus que falasse desse disco que vocês verão. E sem mais, devoremos:

Radinho da Bia IV

-Mil Tom – Amor De índio

O caminho que esta coletânea traça a nos envolver é interior e sensorial. Com uma lista de artistas (bem) escolhidos a dedo, percorremos por canções que fazem parte da lembrança. Preciosidade que Milton colocou no mundo e agora foram resignificadas, sem deixar que a essência se perca. É o ciclo da música que não acaba enquanto a canção continua a fazer sentido.


-Jorge Drexler – La Trama y el Desenlace

Provavelmente estou atrasada no vício irremediável que Jorge Drexler é capaz de proporcionar, então ainda bem que aconteceu um show e essa música tocando pra ninguém nunca mais esquecer. Porque é latino, caliente ao mesmo tempo que um convite sutil a tomar vinho e dançar com gente que a gente confia (incluindo nós mesmos).


Caio Nunez –  Turquesa

(Que fique claro que tive que parar de escrever para cantar, então essa é já não é a primeira vez que toca) Ainda bem que Caio Nunez fez essa  música. A canção solar tem a alegria das declarações simples e a criatividade de quem diz. Cheia de figuras de linguagem, a voz do moço derrete em nosso ouvido cheia de sotaque e saudade, e só pra não dizer que não avisei, enquanto termino este parágrafo já passo da oitava ouvida.


-Edu Sereno – O Pão que o diabo AmaSou: Mantra

Junho literalmente começou com esse CD por aqui e como muito do que ouvi veio do disco, voltei pra registrar que um mês depois ainda é uma das coisas mais legais que esse ano trouxe. A música escolhida foi lançada como single no show que o Edu fez no Centro Cultural da Penha e diz por si só, a vida fica muito mais leve após ver o caos dos minutos embaralhados e simplesmente se deixar levar.


– [Dica da Meiri] Gal Costa: Estratosférica

Gal Costa é uma artista que não precisa mais provar nada a ninguém. Sua carreira já é solida o suficiente, mesmo para quem não entende de MPB, Tropicalismo e todos os movimentos da música brasileira  que a definiram como um clássico. Gal já se basta por sua longa carreira, mas eis que em 2015 traz o disco mais atual e diverso que ouvi até agora. Com composições de Tom Zé, Caetano, Milton, mas também da nova geração como Mallu Magalhães, Marcelo Camelo e Criolo, Gal mostra que a capacidade de ser clássica e moderna é o que a torna uma das principais divas da nossa música. Gal é Estratosférica.


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