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Dica de Segunda: Agradecimentos

Dica

* Por Beatriz Farias

A Dica de hoje não é exatamente uma indicação, mas traz a grande responsabilidade de fechar o especial de aniversário, e o nosso último grande agradecimento pela situação.

Tem uma frase do Jeneci que eu sempre esperei um momento muito especial pra usar. Como não tenho vontade nem planos a curto prazo de me casar e acredito que certas citações estão abertas a novas interpretações, começo esse texto – terceira linha, calma lá – na simplicidade de um “de tanto não parar a gente chegou lá”. A frase diz por si só, mas nessa tentativa humana de a tudo dar um nome, aqui vamos nós.

Armazém (2)

Uma grande discussão que colocamos em jogo nesses meses foi a relação espaço/tempo aplicada na canção, literatura dentre tantas outras manifestações artísticas. No contexto em que me aproprio, o “chegar lá” não é o topo da montanha, mas o pontapé inicial para termos a certeza que esse é o caminho (pena que essa frase soou mais legal quando estava só na imaginação).

A ideia de ter um blog não é novidade, a anciã que comanda essa nave já sonhava com o feito desde os primórdios de sua formação profissional, mas a vontade foi se desenrolando intensamente conforme chegavam as perguntas de como encontrávamos tantas coisas legais para fazer por aí. Era isso! Então veio a ideia – que tinha mais a ver com o primeiro foco do blog – de montar um agendão de eventos. Não, precisava ser mais. O mundo precisava saber que esse disco mudou drasticamente a vida, ou que fulano tem o timbre mais especial que os ouvidos captaram, ou que aquela poesia move alguma coisa dentro da gente. E essa inquietação que ainda é a chave para que valha a pena os dias pesados, foi o que fez em uma terça feira de 7×1 – gol nosso – com que a conta no WordPress fosse ativada. É evidente que dentro disso existe um bilhão de outras razões que meu texto levado pelas lembranças afetivas não capta, mas a essência foi essa.

“Espero não fracassar seu blog amiga”. Essa foi a primeira coisa que eu disse quando publiquei meu primeiro texto nessa coluna (Ligue os Pontos – Gregório Duvivier), e por mais incrível que pareça, de lá pra cá as coisas caminharam da forma menos esperada possível. Porque é falsa modéstia dizer que a gente nunca imaginou que daria certo (a gente sempre quer ver nosso trabalho reconhecido), mas era loucura pensar que um ano depois estaríamos no ar pra contar história. Já que a vida tem dessas impropriedades, o nosso trabalho é manter isso aqui. As condições não são das mais fáceis na maior parte do tempo, mas existe uma vontade coletiva (palavra-guia desde o início) para que isso prossiga, desde nossa família que é responsável pelo incentivo (e de onde herdamos a insanidade) passando pelos artistas que nos inspiram o tempo todo e chegando em quem lê, que é a ponta do iceberg, a felicidade sem fim de ter a quem agradecer numa segunda feira por não deixar essa vontade de mudar o meio em que vivemos pela arte morrer. Obrigada, nós prometemos novidades para muito breve – e isso é um spoiler. De coração.

Copy of ArmaZEM DE CULTURA

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