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Cidade das culturas: Direito à cidade

São

Mudança gradual de comportamento tira o paulistano de casa e o leva a ocupar o espaço público. Confira uma série de matérias sobre cultura como processo de ocupação do espaço público e direito à cidade

*Por Meiri Farias

“O direito à cidade é muito mais que a liberdade individual de ter acesso aos recursos urbanos. É um direito de mudar a nós mesmos mudando a cidade. Além disso, é um direito coletivo e não individual”, já dizia David Harvey, o geógrafo britânico que trabalha com questões ligadas a geografia urbana. Para Bonduki, o conceito de direito à cidade é bem amplo e engloba diversas áreas. “Significa habitação, significa equipamentos sociais, mas significa também usar o espaço público como espaço de convivência, sociabilidade e cultura.” O secretário enfatiza a importância das interações nesses espaços já que “a política nasceu no espaço público”, explica relembrando o nascimento da democracia a partir do formato da pólis grega.

09_Secretário de Cultura Nabil Bonduki

Além dos projetos citados, o município promove regularmente eventos que circulam por diversas regiões da cidade por meio do Circuito SP de Cultura, que desde 2014 vem integrando espaço de cultura e descentralizando essas atividades. (“Colocar o artista local como protagonista desse processo e depois fazê-lo circular”). Bonduki também cita o projeto de abertura da Biblioteca Mário de Andrade por 24h, que teve seu pontapé inicial no dia 9 de outubro. Todos os projetos organizados pela secretaria – inclusive a programação das Bibliotecas Públicas como o Festival de Contação – podem ser consultados no site SP Cultura, uma plataforma de mapeamento colaborativo organizado pela secretaria que apresenta o cenário cultural paulistano.

Para Erundina, a cultura é a demanda mais legítima e eficaz para recuperação de jovens e enfatiza as iniciativas na periferia que devem persistir independente da mudança de governos. “A cultura é realmente o instrumento mais eficaz para garantir que nossos jovens não se percam”, diz. O secretário Bonduki também garante a preservação da diversidade. “Inclusive há uma discussão agora que vamos apresentar para a reforma da estrutura da secretaria, a gente quer mudar o nome da secretaria para ‘Secretaria das Culturas’, porque a ideia é que nós temos uma diversidade de culturas”, explica destacando que um edital para imigrantes e refugiados está sendo elaborado.

A necessidade de se transmitir cultura por meio de espaços de convivência, reflete a ânsia do cidadão que vai ocupar a cidade ou senta em volta da “fogueira” para  preservar a memória de povos antigos. Bonduki destaca a alteração de comportamento. “É uma mudança cultura. E quando a gente fala de cultura, não é só música e cinema – que são importantes e necessárias. Nós estamos falando de cultura como mudança comportamental, mudança de modo de vida, mudança na maneira como relacionamos com a cidade e com as pessoas”, completa.

Veja todas as matérias da serie São Paulo das Culturas

** A matéria faz parte de uma reportagem realizada para o curso “Repórter do Futuro – Descobrir São Paulo, Descobrir-se Repórter”. Até sexta publicaremos um “capítulo” por dia, não deixe de acompanhar. Amanhã o tema é o a restauração do Casarão da Celso Garcia.

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