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Dica de Segunda: Radinho da Bia VIII

*Por Beatriz FariasDica

Senhoras e senhores, novembro chegou ao fim, e com esse relembramento  anuncio que estamos nosso último Radinho do ano. Claro que ainda temos o derradeiro dezembro com as canções natalinas e a árvore repleta de luzinhas coloridas, mas sabemos que mês de comemoração merece textos específicos de reviver as importâncias – e não foram poucas – que talvez já até esquecemos mas que fizeram 2015 ser uma brilhante contradição de emoções. Antes disso, então, vamos para as mais ouvidas do mês.

Radinho da Bia VII

Pitanga em Pé de amora (Pitanga em Pé de Amora)

Ter conhecido Pitanga me relembrou sons e melodias que eu nem sabia gostar tanto, e curiosamente fiz o processo inverso: conheci o último álbum lançado pelo conjunto primeiro,  e depois que já sabia todas de cor, voltei para o primeiro trabalho a fim de uma surpresa deliciosamente agradável. Bastante da beleza que novembro vai deixar tem a ver com Pitanga e o que sua infinidade de sons é capaz de fazer. Por motivos que não cabem em texto dedico essa música a dona deste blog que fez aniversário esse último sábado e por todo entendimento que essa faixa nos deu sem precisar que verbalizássemos realmente.

Ouça “Meu Caminho”

 

-Carlinhos Cruz (Do Outro Lado)

Conheci o trabalho de Carlinhos Cruz por uma série de coincidências e encontros da vida, o que penso tornar ainda mais bonito o encontro com sua canção e com as músicas que decide cantar. Após um longo tempo sem conseguir tirar “Turista” do fone de ouvido e tudo que vinha com a sua graça, me permiti ouvir as outras e assim sentir essa plenitude que vem com a voz de Carlinhos e todos os sons. A faixa “Do outro lado” que escolhi para musicar esse texto fala exatamente do que aqui comentei: peito aberto para deixar que as coisas aconteçam, porque visualizar a vida com uma perspectiva diferente do que está incomodando é uma das sabedorias mais libertadoras que podemos deixar acontecer.

Ouça “Do outro Lado”

 

-Filarmônica de Pasárgada (Rádio Lixão)

Cheguei um pouco atrasada na audição do segundo disco da Filarmônica pois ainda estava entregue a “O Hábito da Força”. Ao assistir porém um pocket show que eles fizeram, percebi que conhecia a maioria das músicas que compõe “Rádio Lixão” também. A diversidade que cada canção trás formam um todo tão rico e inteligente ao mesmo tempo que descontraído, apontando facilmente Filarmônica de Pasárgada como um dos melhores acontecimentos da nossa música.

Ouça “Mil Amigos”

 

-Belchior (Alucinação)

Falar de Belchior chega ser crime com a palavra de tão bem que o homem as trabalhou, mas é impossível não o fazer mesmo assim, porque nada tem me explicado a mim tanto quanto esse disco “Alucinação” de 1976. Belchior – que apesar de aparentemente compor canções que apresentavam uma porção de assuntos – tinha uma singularidade e a percepção constante do elemento tempo, o que causava – e ainda causa – a identificação pela antipatia com essa necessidade em explicar tudo, quantificar, apresentar teorias. Quando claramente a necessidade é outra: “amar e mudar as coisas me interessa mais”.

Ouça “Alucinação”

 

 -Todos os Caetanos do Mundo (Pega a melodia e engole)

Sim, ouvi este disco em modo repetição por alguns dias, mas como esta semana (e aqui cabe um spoiler descaradamente notável) o nosso Armazém apresentará a entrevista que fizemos com a banda, achei por bem não falar mais a respeito agora. Fique com a canção “Sim” para aquecer.

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