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Cinema com CH

São

*Por Meiri Farias

Cinema com CH

Cinema é um negócio sagrado. Adoro a possibilidade de deitar no conforto da minha cama e passar o dia inteiro vendo DVDs (obrigada recesso de natal), mas nada substitui o verdadeiro rito que é ver o filme em tela grande. Pegar fila para comprar ingresso, debater mentalmente se encaro a bomboniere, entupir a bolsa com folhetinhos de programação, ficar respirando o cheiro de pipoca derretida são alguns dos elementos que compõe o estado místico do ritual solitário que antecede minha sessão. Gosto de ir sozinha, não por individualismo, mas pelo apreço por essa solidão descompromissada e por entender que o que se passa entre o filme e público nem sempre pode ser dividido de forma objetiva com outra pessoa.

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Ainda que temerosa, me propus escrever esse texto. O medo vem em parte da grandiosidade da missão, escrever sobre cinema é abrir a janela de um universo impenetrável para mim. Diferente da literatura ou da música onde, embora também leiga, encontro uma facilidade de interpretação e ressignificação muito forte, no cinema sinto-me pequena e absolutamente expectadora, sem o vasto repertório de referências que talvez seja necessário para dissertar sobre o tema com propriedade. Ainda assim, um dos desafios do Armazém em 2016 é trazer o cinema para a lista de assuntos com mais frequência e, quem sabe, aprender mais sobre.

Com uma lista imensa de filmes cobiçáveis em cartaz, resolvi fechar 2015 na sala escura com dois pela qual minha curiosidade estava mais aguçada: Chato, o rei do Brasil e Chico, artista brasileiro. O inusitado dos dois personagens carregarem as mesmas iniciais (Ch) gerou o desejo de escrever sobre ambos. Assisti aos filmes em sequência na loucura de uma tarde: de uma lado o artista que foi elevado ao posto de mito, do outro, o mito do jornalista que – por bem ou por mal – mudou a história da imprensa brasileira. Por aqui uma jornalista apaixonada pela profissão insana e por música popular brasileira, pede licença para entrar no território da sétima arte.

Confira:

– Chatô, o Rei do Brasil

– Chico, Artista Brasileiro

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