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Voa Larissa Baq!

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Por Beatriz e Meiri Farias

A voz de Larissa Baq foi feita pra alcançar sua poesia. Suas letras tecem versos sofisticados sobre todas as sensações complexas que habitam nosso cotidiano. Mas tudo isso com a simplicidade e eficácia de quem sabe usar sua arte como forma de expressão e comunicação.

Esse emaranhado de sentimentos poderão ser conferidos em breve no disco “v o a”, primeiro disco da artista que foi gravado na Gargolândia e conta com participações de Pedro Altério, Felipe Roseno e da rapper inglesa LyricL. “Tenho toda a sorte do mundo de dizer que quem escutar vai estar ouvindo a mim, como eu sou”, conta Larissa.

Confira a entrevista completa!

Foto: Deborah Evelyn

Foto: Deborah Evelyn

Armazém de Cultura: Você descobriu a música muito cedo, certo? conta mais sobre como foi esse encontro?

Larissa Baq: Cara, foi um encontro natural, aquela coisa clichê e romântica de se dizer foi fato, eu sentia a música comigo e só mais tarde fui entender que aquela afinidade com alguns sons era uma musicalidade que existia desde sempre. Meu pai era o rock gringo – Pink Floyd, Creedence, Bee Gees, Beatles – minha mãe a Bossa e MPB – Caetano, Gil, Tom, Mutantes, Ney, Rita Lee –  e assim mesmo eles não sentavam e diziam “ouve isso aqui” ou “essa é tal banda, são lá de tal lugar, tocam isso e isso”, era uma coisa tranquilamente plantada na minha infância e na dos meus irmãos.

A vontade de aprender um instrumento veio aos 12, guitarra, acho que muito pra poder expressar minhas idéias pro mundo, ouvia Nirvana sem parar enquanto meu irmão ouvia Iron Maiden, tive minha primeira banda aos 14, de grunge e punk, cantava e tocava guitarra e assim foram esses primeiros momentos com ela.

Ouça “Pausa”:

AC: Você está para lançar o disco! o que pode adiantar sobre esse novo trabalho?

Larissa: Eu adianto que eu tô muito, muito feliz, de verdade. É um primeiro disco e eu tenho toda a sorte do mundo de dizer que quem escutar vai estar ouvindo a mim, como eu sou, todas as minhas esquizitices, tempos tortos, riffs doidos, timbres doces e loucos, viagens, letras falando sobre amores de 3 segundos e amores de uma vida, sobre ir em frente, sobre deixar de ter medo, sobre voar. Participações do Pedro Altério, Felipe Roseno e da rapper inglesa LyricL, gravado na Gargolândia, mixado na Red Bull Station, masterizado em Miami na Red Traxx e aí vem o “v o a”. 😀

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AC:A internet tem proporcionado novas formas de produção, divulgação e até mesmo viabilização de projetos artísticos. Você que viabilizou o disco por meio de financiamento coletivo no Partio, o que pensa sobre essas novas “possibilidades” do mercado?

Larissa: Elas são o futuro. São momentos confusos pra alguns mas quem tem tido cada vez mais espaço pra trabalhar por causa da internet sabe que é nessas possibilidades que devemos nos apoiar agora e são cada vez mais elas que vão nos trazer mais e mais trabalho.

Metade do disco conseguimos pela campanha e fiquei feliz absurdo, houveram momentos que eu achei que não ia rolar, igual toda campanha de financiamento coletivo, né? ​Mas isso tudo é incrível, existir o Facebook pra eu espalhar o que eu faço, existir o Partio pra organizar uma campanha e ter uma plataforma responsa pra receber a grana de quem quer apoiar e acredita no que um artista faz, ter a grana que não é tanta perto dos milhares de reais que se gastou um dia pra poder gravar um disco, conseguir lançar ele de forma independente e poder se fazer ouvir dessa mesma forma, armar uma tour pela América Latina, Ásia ou nordeste do Brasil toda pela internet. É tudo bem trabalhoso mas as possibilidades estão todas aí, só precisamos explorá-las.

Ouça “Pulsión”:

AC: Ainda pensando nisso, o crowdfunding possibilita uma relação bem diferente com as pessoas – que deixam de participar apenas passivamente e pode contribuir de forma ativa na viabilização do projeto. O que acha dessa forma de participação e da maior contato com o público?

Larissa: Eu acho que é uma relação de confiança absurda, frequentemente escrevo pras pessoas que apoiaram meu disco pra contar as novidades e, novamente, agradecer. Eu amo ter contato com quem quer ter algum tipo de contato comigo, seja um “oi” ou idéias, filosofias sobre a vida, acho o máximo poder existir algum tipo de troca com as pessoas que chegaram até mim através da música e claro, através da campanha.

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AC: Você já tece contato com vários instrumentos, certo? o que ainda gostaria de aprender e explorar na sua música?

Larissa: Me encontro bem mergulhada na guitarra elétrica tem dois anos, as possibilidades que ela traz, captações mil, amplificadores, milhares de pedais e a junção de um e outro pra formar um terceiro som completamente diferente. Acho que fico uns anos jogada nisso. Mas ​fora isso, tive experiência com synths no disco e gostei demais, devo me jogar nessa também, em breve pego um e outras loucuras eletrônicas, aplicativos pra iPad pra lives, loops, etc.

AC: Quais foram suas principais referências no mundo da música? e atualmente, com quais artistas da geração se identifica e indica para quem gostou do seu som?

Larissa: Minhas primeiras referências são principalmente Nirvana, Pink Floyd, Red Hot e consequentemente o John Frusciante em carreira solo e me atentei muito cedo, ali pelos 17, ao som do Tostoi também, da banda Vulgue Tostoi, guitarrista do Lenine e produtor.

Me identifico demais com Annie Clark, PJ Harvey, Britanny Howard, Phill Veras, Castello Branco, Asgeir, gosto de veracidade, vontade, sinceridade e experimentações, esses aí sempre me trazem isso, sem medo.

 

 

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