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Dica de Segunda: RADINHO (especial MULHERES)

 

*Por Beatriz Farias

Por conciliação de textos e necessárias adequações, o RADINHO desse mSem Título-1ês vem um pouco mais cedo, e além do tamanho consideravelmente maior, está mais especial do que de que costume . Ainda com o enfoque em relembrar que todo dia é dia da mulher, hoje selecionei as 5 cantoras da atualidade que para além de estar ouvindo nas semanas passadas, ecoaram nos últimos anos no entender pessoal desta que escreve do sentido de arte, estar num palco e contemplar o serviço do corpo como transmissão de uma mensagem. Agora é com elas:

RADINHO

-Bruna Caram

Impossível falar de Bruna Caram sem citar esse suspiro que dá provinda de sua graça. Tenho a impressão que a “cantatriz” pode fazer qualquer coisa que quiser dentro da arte, e tudo vai acontecer de uma leveza comovível, seja com uma sanfona, dançando balé ou recitando poemas do seu livro. A moça preenche com frescor os espaços, o palco é lar, o microfone intimidade secreta. Porque Bruna é artista em tudo de festa, caminho e emoção que a palavra propõe.

 

-Dandara

“A impressão que eu tenho é que Dandara é a própria música quando canta”, Meiri Farias utilizou palavras semelhantes a essas enquanto comentava um vídeo de Dandara, e não encontro definição melhor. Porque tem uma inquietação doída no que a intérprete propõe, é tão mais que apresentar um texto, falar sobre uma canção e até se adequá-la a ela. O que me vem de pessoal se encontra nessa vivência profunda do estado de arte, que emociona porque é consistente e impossível de permanecer impassível.

 

-Duda Brack

Com o perdão do clichê, impossível não começar falando que Duda Brack é. Assim como a vi comentando no Programa Cultura Livre do abismo que é, nada soa tão necessário em tempos de conflitos internos como mergulhar no desconhecido que vem da interprete. Porque não há cura no que a moça propõe, mas uma entrega de si que derrama. Com uma voz de tudo caber no caos, o gozo vem de acreditar em alguém que está inteira no que faz.

 

-Desa

Desa tem sotaque de casa, é convite ao silêncio e apreciação. A voz que desliza do ouvido ao corpo todo é propicia ao movimento: ideias, sabores, sensações e tudo que necessita renovação. “Meu corpo é nada porque acaba” a alagoana canta em uma das músicas de seu álbum Desanuviar, dando sentido ao citado no começo do texto, sobre estar a serviço. Essa capacidade de transitar entre os aspectos do solar é de profundidade acolhedora, impossível não ser nem que seja um pouquinho feliz.

 

-Juliana Linhares

Quando ouvi Juliana tive medo. A potiguar me provoca um resgate que não sei de onde vem e com clareza o que me mostra, mas sempre consome porque é a expressão em sua mais precisa vertente de desconstruir. Com a elegância brutal de quem aceitou o fardo do contador, o arrepio na espinha tem um quê de sacralidade. E é bonito de ver como se acentua num samba ou numa lenda regional ou de todo a força que se coloca no que fala, e é a alma de um todo rasgada.

 

-Tulipa Ruiz

A primeira vez que fui num show de Tulipa não conhecia praticamente música nenhuma e não sabia muito a respeito da própria. Não tenho a memória cronológica do momento exato, mas percebo que foi alguma coisa que Tulipa me contou ali que despertou a infinidade de possibilidades de se aceitar no existir. A moça com nome de flor é um espetáculo em todas as esferas que a palavra abriga, do que alcança sua voz passando pelo modo com que apresenta as letras até o mais pequeno dos gestos que realiza com a mão, seu tudo tanto é de preciosa estranheza.

 

-Uyara Torrente

O nome diz por si só, Uyara é de interjeição e veracidade em tudo que canta. Tem uma delicadeza em sorrir enquanto pronuncia alguma palavra e o sorriso é tão forte que falha um pouco a voz e que bonito é esse desnudar de alma. Além da sinceridade com que comunica, a cantatriz tem uma habilidade de diálogo tão doce que espanta, doído as vezes. Demonstrando com primor essa grandiosidade do saber estar na arte.

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