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FEST COMIX: HQ Digital

*Por Meiri Farias

A Fest Comix é um momento propício para liquidar parte da listinha de artigos desejados, mas também vem se mostrando um espaço interessante para discussões de novas estratégias de mercado. Se por um lado as sacolas lotadas testemunham de forma concreta o desejo nerd pelo impresso, por outro o quadrinho digital vem se firmando como alternativa interessante. E não apenas como vitrine para angariar leitores, como modelo de negócio viável.

A Social Comics é um bom exemplo. Criada em 2015, a plataforma surge como uma espécie de “Netflix dos quadrinhos” e recebeu aporte de 2 milhão de reais do Grupo Omelete (responsável pelo plural de cultura pop Omelete e pela Comic Con Experience) e vem se estabelecendo como alternativa para quem quer consumir quadrinhos de forma legal pela internet.

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Marcelo Bouhid, diretor de marketing da Social Comics falou obre as novidades do serviço, além de apresentar dados referentes as atividades que a plataforma desenvolve. Recentemente, o Social Comics ultrapassou a marca de 1 milhão de páginas lidas e conta com mais de 100 artistas independentes em seu acervo. Bouhid explica que o artista pode colocar sua HQ gratuitamente no serviço, mas também contam com quadrinhos produzidos exclusivamente para a plataforma, como é o caso de Diário de um Super, de Eric Peleias. O Pagu Comics é mais um exemplo de produto exclusivo do Social Comics, encabeçado por Ana Recalde (Beladona), o selo foi anunciado no dia internacional da mulher e contará com a produção de diversas autoras. O primeiro quadrinho será Empoderadas, de Germana Viana (Lizzie Bordelo), que estará disponível a partir de julho na plataforma.

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A segunda parte do painel contou com a participação de Ana contando as novidades do selo (“Eu sempre quis fazer um universo único de super-heróis”), Vitor Cafaggi autor de Duotone, que logo será disponibilizado na plataforma. (“Você forma público na internet, depois você sabe quem vai comprar o impresso”) e Paulo Maffia, da Abril que anunciou HQs da editora que entrarão na plataforma em breve. (“Quanto mais gente ver, em diversas plataformas, melhor”).

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A produção na internet também pautou o painel das Minas Nerds sobre Webcomics com participação das quadrinistas Renata C B Lzz , Chairim Arrais e Cris Camargo. As artistas apontaram o preço alto das gráficas e distribuição como principais dificuldades na hora de imprimir a HQ, logo a internet se torna um caminho interessante para novos artistas ampliarem sua base de público e, muitas vezes, mensurar sua audiência e como ela pode influenciar nas vendas da edição impressa. “Eu vejo o online como o meu local de experimentação”, comenta Chairim.

Cris Camargo destaca a visibilidade que as mulheres ganharam por meio das HQs na internet. “O mito que as mulheres não fazem quadrinhos caiu por água a baixo depois das Webcomics”. Ela também explica o valor da colaboração que se estabelece dentro desse ambiente. “Cada like é importante, cada compartilhamento é comemorado. Vai surgindo uma rede de apoio”.

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