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FEST COMIX: Quadrinhos Independentes

*Por Beatriz Farias

Pessoalmente não tenho uma grande histórico de amor com animes ou histórias de super herói mainstream do universo Marvel e DC, por exemplo, me interesso sim por algumas coisas específicas desse meio mas não é minha primeira escolha de leitura. A parada que de fato me trouxe de volta ao mundo dos quadrinhos (o qual já tinha me iniciado desde criança, claro, com Mauricio de Souza) foi conhecer o trabalho de artistas nacionais independentes e ter um contato mais direto que foi propiciado pelas feiras e eventos temáticos.

Um desses eventos é o Fest Comix que neste ano aconteceu entre os dias 17 e 19. Em sua 22ª edição, a feira contou com painéis como “Novidades das Editoras independentes” (painel que foi dividido em duas partes, graças a variedade de editoras do gênero presentes), com representantes das editoras Jambô, Marcatti, Mino, Warpzone Balão Editorial, Áquário, Jupati – Marsupial – e Zarabatana.

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O painel abordou temas como a diferença entre trabalhar com artistas nacionais e internacionais – destacando o preconceito que ainda existe com o que é produzido dentro do país, como destacou Janaína de Luna (Mino): “As vezes é preciso estourar lá fora para ser reconhecido aqui dentro”.

Além de comentar a respeito das futuras publicações de cada editora, a conversa girou em torno das características de uma editora independente, como a proximidade entre autor e editor, já que o trabalho deste não pode ser simplesmente marketing e venda, mas sim a efetiva participação na produção da obra. Fazendo muitas vezes o papel de guia no encontro do artista com sua linguagem, já que não se trata simplesmente de ter um “desenho bonito” (conceito extremamente relativo), mas de saber comunicar dentro de um contexto.

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A produção nacional se fortalece com esse tipo de trabalho, que privilegia artistas independente e dialoga com uma pluralidade de estilos que desfaz a ideia de que quadrinho é para determinado publico ou deve tratar de específico tema. Por essa visibilidade que carece de crescer cada vez mais, vale mencionar as mudanças estruturais que ocorreram nesta edição da feira. A “área dos artistas” – que na edição passada do evento ficava no centro da feira – este ano foi inserida dentro de uma sala, deixando os artistas menos visíveis. Ainda que podendo entrar a qualquer momento, e com uma exposição de releituras da Mulher Maravilha e do Capitão America (personagens homenageados nesta edição da feira) feitas pelos artistas – que servia de convite a adentrar o espaço, a alteração dificultou o acesso e proximidade entre leitor e autor tão importante na formação de público, citada logo no primeiro parágrafo deste texto.

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