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Manual prático da leitora para compra de bolsas

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*Por Talita Guimarães

Faz tempo penso nisso. Primeiro ideia para um tweet. Depois a percepção de que um Instagram daria conta melhor, afinal tratava-se literalmente de uma imagem. Até chegar o dia em que somente uma crônica ilustrada poderia ser capaz de elaborar toda a mensagem contida no método desenvolvido para: comprar bolsas, mochilas e afins.

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Arte: Talita Guimarães

Sou uma leitora. Não tão voraz quanto os jovens Matheus Rocha ou Íris Figueiredo, mas tenho meu ritmo. Já perto dos trinta, diria que um bom ritmo, aliás. Se leitura fosse exercício físico, eu estaria entre aqueles cujos médicos lançam um raro olhar de aprovação. Dependendo da fase, atinjo níveis Rory Gilmore.

Então eis que sempre acompanhada de um exemplar, preciso de bolsas que façam jus ao hábito de carregar para todo canto meus inseparáveis objetos de leitura. Mochilas são absolutamente apropriadas para as fases Rorescas em que três ou mais livros são lidos ao mesmo tempo, dependendo do estado de espírito ou vontade da freguesa de terminar um e emendar logo com um outro que esteja a mão.

Bolsas a tiracolo para uso diário são para os tempos de leituras lentas, em que não se está carregando tanto peso quanto antes ou busca-se economia de pertences levados e trazidos de casa para o trabalho e vice-versa. Sempre cabem um bom livro 14×21 de 300 páginas e mais algum fino ou de bolso.

E por falar em bolso, minhas menores bolsas são previamente testadas no ato da compra quanto à capacidade de acolherem edições pocket. Inspeciono diâmetro, comprimento e volume com a rigidez dos fiscais do Inmetro que fazem testes de qualidade na TV.

E aí vem minha descoberta mais recente no mundo das bolsas: minha marmita térmica quadrada, adquirida em casas de utilidades para o lar, é perfeitamente habilitada para transportar livros. Acolchoada, não os machuca. Flexível, permi2017 - Aspas_Recorte 56te que eu acomode até três livros entre a parede forrada e meus marmitex de vidro.

É onde tenho carregado meus Antonio Prata, Paloma Vidal, Eduardo Cilto, Margoux Motin, Gabo e Déa Alhadeff semana após semana, desde que acometida por dores lombares, troquei a mochila à la Gilmore por uma bolsinha azul de lado.

Esta semana, por exemplo, o Trinta e Poucos do Antônio Prata segue comigo entre potes de saladas e carnes enquanto a pequenina e delicada edição do Éguas! do Dyl Pires se acomoda no forro marrom da bolsinha azul, esperando sua vez de ir para a bolsa térmica, rito de passagem para as leituras da vez.

No fim das contas, livros na marmita fazem todo sentido. Entre carnes, frutas, biscoitos e saladas tudo me alimenta.


Perfil Talita

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