#Oscar2019

Bohemian Rhapsody: um dos maiores filmes do ano

*Por Thaís Dias

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Muito esperado pelos fãs da banda Queen, Bohemian Rhapsody foi um dos filmes do ano. Além de sucesso de bilheteria, arrecadou 844,7 milhões de dólares, e ainda está concorrendo em 5 categorias do Oscar: melhor filme, melhor ator ( para o protagonista Rami Malek), melhor mixagem de som, melhor montagem e melhor edição de som. Portanto, não é exagero dizer que a cinebiografia foi um sucesso.

Bohemian Rhapsody é uma celebração ao Queen, suas músicas e o seu líder Freddie Mercury. Diferente de tudo o que era estereotipado, Mercury marcou o seu nome e, por isso, entrou para a história. Inesquecível é, até hoje, um dos performers mais amados do mundo. O filme mostra a meteórica ascensão da banda, seu som revolucionário e carreira solo do Freddie. Além disso, mostra as reuniões da banda e suas principais apresentações, inclusive o Rock in Rio (no qual o figurinista do filme pecou um pouco).

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Outro ponto crucial é um dos maiores show do Queen  que, em 20 minutos, fez um dos maiores shows da história do rock e, consequentemente, da música.

Mas será que o filme é tudo isso?

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Eu sou fã do Queen desde sempre. Eu não me lembro de nenhuma época da minha vida na qual eu não tenha ouvido a banda. Por isso, é óbvio que o filme me emociona e que é agradável assisti-lo.

Entretanto, minha experiência cinematográfica também me impede de não perceber que o roteiro tem problemas graves. Por exemplo, eu acredito que o Freddy tenha tido um namorado má influência que o levou para o mal caminho. Porém, o filme o torna um típico “vilão da história” e isso torna tudo inverossímil.

Aliás, são muitas as coisas que deixam a crença na história difícil. Segundo o filme, todos os membros do Queen eram extremamente profissionais e nenhum deles se deixou levar pela fama, menos o Freddy. E é importante ressaltar que na história, o vocalista do Queen só vai para o “caminho errado” por causa do seu namorado vilão.

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Mas, o filme também tem suas partes boas. A relação entre Freddy e sua melhor amiga/ex-noiva Mary Austin é lindamente relatada. Pode parecer exagero, mas Mary ficou com ele até o momento de sua morte. A relação entre os dois sempre foi tão forte que ele foi padrinho do primeiro filho dela e, após sua morte, ela herdou a casa e boa parte da fortuna dele.

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Também me agrada a forma como eles relatam o sentimento de solidão do artista – bem marcado na música Somebody to Love – seus exageros e fragilidades. No filme ele é mais humano, quando você o ouve cantar é difícil perceber, pois parece algo sobrenatural, divino.

As escolhas para esse filme foram extremamente difíceis. Ele relata do começo da banda, em 1971 e se estende até o final da década de 80. Por isso, é completamente compreensível que muita coisa tenha sido excluída da história.

Porém, eu senti falta de duas músicas.

A primeira foi sua parceria com David Bowie que deu origem a “Under Pressure” – lançada em 1982. Bowie foi quem deu a ideia da parceria e a música ficou durante um bom tempo como a mais tocada das rádios. A segunda foi uma das parcerias mais revolucionárias da história da música. O filme deixa claro que Mercury criou dois CDs solo, entretanto, ele passa a ideia de que ambos foram ideias ruins e, até certo ponto, fracassadas. Mas não é bem assim. O segundo CD, por exemplo, foi sua parceria com a cantora lírica Montserrat Caballé.

Lembra das canções Barcelona e How Can I go on? Então, partes do disco solo de Freddy e excluídas do filme.

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Sobre a caracterização do ator Rami Malek, eu a julgo quase perfeita. Ramy está muito magro para a representação do Freddy. Em geral, atores que interpretaram grandes nomes da música, cantaram para os filmes. Jammy Fox cantou e tocou piano para ser Ray Charles, Queen Latifah cantou como Bessie Smith. Entretanto, no filme do Queen quem dá voz ao protagonista é Marc Martel.

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Porém,em todo o resto Malek é impecável. Ele consegue passar as emoções dos momentos e, além disso, faz cenas de shows iguais ao que o Freddy fazia. Malek faz uma bela homenagem, permite que o público se emocione vendo a representação de alguém tão amado por tanto tempo e por tantas gerações.

Confira o trailer:

 

 

 

FICHA TÉCNICA:

Bohemian Rhapsody

Direção: Bryan Singer

Elenco: Rami Malek, Gwilym Lee, Lucy Boynton etc.

Nacionalidades: EUA

Duração: 2h 15min

COMO ASSISTIR (SP):

Em cartaz em algumas salas de redes como Cinermark, PlayArte, Espaço Itaú de Cinema. Também já é possível alugar o filme no NOW.

CATEGORIAS INDICADAS NO OSCAR 2019:

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* Thaís Dias

Thaís Dias tem 24 anos. Atriz, dramaturga e produtora de conteúdo para blogs sempre foi louca por cultura. Idealizadora e desenvolvedora do blog Diferentão Cultural deseja que o mundo conheça mais da arte diferentona que é feita por aí.

 

 

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