Cotidianas

Orgulho e Paixão das mulheres livres:

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Quando a teledramaturgia acerta

*Por Beatriz Farias

Antes de qualquer coisa: por que falar de uma novela que já acabou?

Dois anos atrás me dirigi a este mesmo recinto para falar de uma novela e suas problemáticas. Ainda que muito me incomodasse o modo como a qual uma narrativa que se propunha a falar sobre diversidade fosse repleta de padrões problemáticos, já naquele texto (confira) eu apresentava a importância da novela em si e como a solução não seria acabar com o gênero e sim mudar a perspectiva pela qual o produto é contado e como chega ao telespectador. Decidi falar de uma novela que já acabou – exibida no ano de 2018 – porque se trata justamente de ampliar o olhar para o que pode e o que não pode ser falado, sabendo que nunca se trata de uma resposta definitiva e sim uma proposta a abrir o diálogo.

Além disso, e talvez aqui se encontre a chave da importância de comentar essa novela, porque um dos casais que compunham a trama recebeu o prêmio de casal do ano através de votação popular. O casal é formado por dois homens e isso merece ser comentado. Porque é sintomático. Porque o público queria ver e só queria ver porque também quer ser visto. E todo peso que isso abriga.

Como para todo peso, duas medidas, a mesma cena aclamada por parte da audiência na internet, foi alvo de matérias cujos títulos culpavam a Globo por “expor” crianças a beijo gay em novela das 18h (Gospel Prime). Também sintomático.

Aliás, Orgulho e Paixão é pioneira para uma novela das 18h no que diz respeito a ser analisada como imprópria para crianças. A narrativa só não correu o risco de ter seu horário alterado ou até mesmo cair da grade, devido a troca na norma que associava classificação indicativa ao horário – regra modificada no ano de 2016. Como conta a coluna Notícias da TV, vinculada ao portal UOL, a mudança possibilitou que autores escrevessem histórias “mais ousadas” e que os mesmos estão de acordo que suas novelas evoluíram, embora continuem acatando os limites impostos pela sociedade.

Curioso como é considerado “ousado” dois homens se beijando e mais curioso ainda como os autores de maneira geral estejam extremamente preocupados em respeitar as fronteiras no que seria tido como impróprio ao que consideramos nossa gente de bem. A sociedade que romantiza cena de sexo entre uma garota menor de idade e um homem com idade para ser seu pai (“Verdades secretas”, 2015) é a mesma que teme o exemplo que deixa para as crianças que de vez em quando passam na sala para espiar o que passa na grande tela onde todos os móveis giram ao redor. Já que já estamos com o controle na mão (seja o remoto ou a simples possibilidade de trocar de canal ou desligar o aparelho), sigamos por aqui.

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Livremente inspirada em uma série de romances da autora inglesa Jane Austen, Orgulho e Paixão tem texto de Marcos Bernstein e foi transmitida no horário das 18h da Rede Globo, substituindo a trama Tempo de Amar e sendo substituída mais tarde pela duvidosa narrativa de Espelho da Vida, transmitida atualmente no horário em questão.

Com direção geral e artística de Fred Mayrink – diretor de alguns clássicos da nossa televisão como Chocolate com Pimenta, Caminho das Índias, Salve Jorge, dentre outros -, Orgulho e Paixão se passa no ano de 1910, ambientada no Vale do Café, que segundo as sinopses, conta a história de Elisabeta Benedito (Nathalia Dill). Gosto de pensar que o enredo faz movimento contrário desde o primeiro momento: tudo fica mais interessante se você logo percebe que quem conta a história do Vale, é a própria Elisabeta.

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Família Benedito (Foto: divulgação)

Embora Elisabeta seja nome central da novela, a trama gira em torno das cinco irmãs Benedito e a insistência fervorosa de sua mãe, Ofélia Benedito (Vera Holtz), em cumprir a promessa que fez a Santo Expedito de casar cada uma delas. Se de um lado temos essa mãe aflita e expansiva, do outro somos contemplados com a presença simples e tranquilizadora do pai Felisberto Benedito (Tato Gabus Mendes), preocupado com muita espontaneidade em educar suas filhas para realizar seus sonhos e serem donas de si.

Entendendo que um dos grandes méritos da novela é a maneira pela qual optou tratar suas personalidades femininas com atenção e profundidade, é inevitável aproveitar a oportunidade de abordar de maneira especifica cada figura e a representação de liberdade que nos oferece enquanto oferece a trama:1Elisabeta não é uma mulher rígida, nem solitária, nem mal-humorada, nem ácida. Elisabeta é doce, engraçada, sincerona e principalmente sonhadora. Sua necessidade por liberdade chega doer em qualquer mulher que em algum momento já se perguntou se por acaso a gente merecia ou não mais do que isso que socialmente nos foi servido. É de todo, intensamente prazeroso acompanhar seus esforços em “ganhar o mundo”, como a mesma costuma dizer.

 

A partir daí, já dá para perceber que a questão das mulheres é apresentada com mais responsabilidade do que geralmente o gênero se propõe. No entanto, contrariando a lógica de premiar o protagonismo a uma figura ou núcleo em especial e fazer todo o restante dos personagens girar em torno desse ponto específico, a trama é eficiente em trazer consistência para a história das outras inúmeras mulheres que permeiam o enredo. Demonstrando que cada narrativa merece ser contada e aprofundada e que a gente ganha mais, tanto em termos de representatividade quanto em riqueza para a narrativa mesmo, quando cada história é diversa em si.

Por essa razão, é impossível não trazer também nessa análise a relevância de cada uma dessas figuras, que de secundárias não tem nada.

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Legal aqui ver o relacionamento da Ema e da Elisabeta como contraponto. As melhores amigas são opostas em basicamente tudo quando a história começa. Seja pela criação mais empertigada de uma em relação ao trato mais simples da outra, embora convivam em constantes alfinetadas sobre suas escolhas, passam por tantas revoluções a ponto de chegar no momento de se complementarem e criarem uma convivência de respeito e empatia com suas narrativas distintas.

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Para endossar a discussão acerca desse lugar em que ainda direcionamos nosso olhar no que diz respeito a empregada doméstica e sua ligação a população negra, recomendamos os textos Geledes, Desacato e o especial do Nós Mulheres da Periferia.

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E para fechar, podemos falar até mesmo a Dona Ofélia. A relação com a mãe de todas é extremamente complexa pela via cômica e problemática de seu discurso. Ainda assim, é de todo altamente importante a palavra final que simboliza em sua casa como representante do lar e como seu comportamento com relação a casar suas filhas é visto como absurdo e fora do tom ao invés de uma saída natural.

Enquanto unidade, a validez na maneira com que Orgulho e Paixão se compromete em mostrar a mulher tem muito a ver com a retirada do estereotipo de rivalidade entre elas. A grande questão da história não é colocar uma contra a outra, mesmo em situações onde esse caminho se mostraria mais fácil, novas rotas são traçadas e a gente se surpreende com nosso senso comum estranhando que o grande dilema daquelas mulheres não seja unicamente voltado aos homens, bem como seus discursos. O estranhamento pode ser bom. Nós, enquanto telespectadores, aguentamos o estranhamento, a gente precisa dele para remodelar a cultura.

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E já que é para falar de homem, vale pontuar a maneira com que as personagens masculinas são criadas. Tratando-se do início do século XX, existe um estereótipo de homem rígido que a novela alcança seu ápice ao desmistificar. Diferente do óbvio a qual somos condicionados na teledramaturgia – até mesmo das que se passam no século XXI. Até mesmo algumas que estão no ar no momento -, Orgulho e Paixão trabalha com a descaracterização do performar de masculinidade onde todos os homens se comportam de forma similar, para investir em propor nuances a cada indivíduo.

Aqui acho importante informar que de modo algum pretendo com minha fala colocar o homem do século passado como menos machista ou repleto de preconceitos. Se estes o fossem, não estaríamos ainda tão atrasados quando falamos de equidade em 2019. Me refiro a abertura de possibilidade de outras personalidades que não giram em torno do homem turrão trabalhador ou o rico esnobe. Dois papeis presentes na história, mas com uma cartela imensa de contradições e outras características que só poderiam provir de um roteiro atencioso. Além do que, como sempre foi evidente no nosso discurso, continuamos acreditando na novela como importante reflexo ou formuladora de hábitos e costumes. Por que não abrir o leque de possibilidades sobre a figura masculina e os papeis executados no cotidiano?

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O Uirapuru é aquele cara que eu e você conhecemos. Se você for homem, você pode muito bem ser o Uirapuru e nem saber. Ou pior, saber sim. Ele está em alta hoje em dia. Está na moda. O cara é legal. Ele escreve poesia, provavelmente ouve um som legal e se veste de um modo todo diferentão. Você é a musa dele. Você e o bairro inteiro. O Vale todo, até mesmo São Paulo e região. Apesar do tom bem-humorado dado ao personagem, não deixa em nenhum momento de tratar o cara como um mal caráter de fato. Aliás, o humor é ainda uma ferramenta narrativa poderosa de debochar desse homem que se acha irresistível, mas que na verdade é inteiramente covarde e cruel.


Januario: Por alguma razão não encontrei a foto padrão de Januário, interpretado por Silvio Guindane, como com os outros personagens. Desse modo, sugiro o vídeo antes de prosseguir com a descrição. Na cena, o artista afronta o falido Barão do Café com muita classe, em um dos momentos mais memoráveis da trama.

Confira cena clicando na imagem

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O personagem vivido com todo brilho por Silvio Guindane é um artista negro tentando ganhar a vida com seu talento como pintor. Se já não fosse evidente todos os níveis de opressão em que foi situado, é ainda obrigado a deixar seu sonho de artista de lado para pagar as contas. Januário tem sua criatividade e inspiração cerceada por um tempo com um trabalho de humilhação que mal cobre o aluguel, sabendo que além das opressões que sofre em conjunto com todos os seus amigos, é ridicularizado em dobro por sua origem. Ainda assim, é importante o modo com que optaram por dar ao personagem total consciência sobre o problema estar em uma sociedade preconceituosa e não em si. O orgulho por quem ele é não é romantizado, mais parece ferramenta de resistência.

Orgulho e Paixão salienta a possibilidade de mostrar afeto entre homens, sem medo. Homens que falam sobre seus sentimentos e que não são por isso homossexuais ou afeminados (aqui não vamos nem entrar na problemática de jogar o homem gay no papel de querer ser uma mulher e se parecer com uma, mas veja só que grande problema seria performar o que se espera de uma mulher: amabilidade, afeto).

Ainda assim, é impossível não trazer para a discussão uma das maiores vantagens da telenovela: a relação entre o mecânico Luccino Pricelli (Juliano Laham) e o capitão do exército, Otávio (Pedro Henrique Müller). Da maior importância identificar suas profissões e as expectativas que se carregavam com elas. Como trazer um tema que, se ainda é tabu nos dias atuais, imagina no século passado? A resposta fica longe desse bicho de sete cabeças que inventamos socialmente para fingir que o outro não existe: é saber contornar algo extraordinário com tanta ternura, empatia e naturalidade que não existe outra alternativa a não ser se apaixonar pelos dois. Porque o texto é bom. Porque o interesse vai além de se trazer uma cota. De modo algum faço aqui uma crítica a inclusão de personagens LGBTQ+ de maneira geral nas produções, visto que com a dificuldade que a televisão ainda tem em abrir esse tema, é fundamental que eles entrem seja pela cota ou o que for, mas acho justo ressaltar quando o roteiro se faz eficiente em trazer mais do que duas pessoas do mesmo gênero e seu relacionamento, apresentando uma história que valesse a pena torcer. Porque os atores criaram um ambiente tão grande de doçura, descoberta e vontade que as cenas parecem derreter ali dentro da oficina.

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Em vários momentos do relacionamento entre eles, fica no ar a questão de viver em outro tempo, levando os dois a até mesmo imaginar como seria viver em um tempo onde um relacionamento como o deles não levantaria tantas polêmicas. Levando em conta que o Brasil é considerado o país que mais mata LGBTQ+ no mundo, que no ano de 2018 foram registrados 420 assassinatos contra a população em questão, que no segundo dia desse novo ano de 2019, o atual presidente do país assinou medida provisória que retira a população LGBTQ+ da lista de politicas e diretrizes endereçadas à validação de direitos humanos, eu diria que a gente deve desculpas a tantos Luccinos e Otávios por aí.

Porque a gente pode ter até maior facilidade em lidar com os novos termos e liberdade para falar abertamente a respeito, mas a partir do momento em que um deputado federal se vê obrigado a sair do Brasil e deixar seu cargo pela ameaça a sua vida que corre no país, uma pessoa negra e gay que vive de denunciar nossa desigualdade colossal, alguma coisa está fora do lugar. Alias, talvez seja mesmo a hora de retirar todas as coisas do lugar e reestruturá-las.  Pois é, feliz ano. E vamos fechar a sentença desse jeito mesmo, porque o atual governo já está cuidando para que nada novo aconteça por aqui, não se engane.

Confira cena clicando na imagem

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Talvez o maior ponto de interesse onde Orgulho e Paixão nos prenda seja através das relações, que desmistificam a ideia de que na TV a única possibilidade de interação entre as pessoas seja uma abertura para o romance ou outro tipo de interesse. Sendo assim, além da intensa relação entre mãe e filho explorada na trama na figura da Julieta (Gabriela Duarte) e Camilo (Mauricio Destri), a todo momento nos deparamos com laços de amizade entre homens e mulheres que não sugestionam paixão. A amizade não é um caminho para algo, já é o objetivo final da ação, sendo tão importante quanto qualquer outra relação.

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Ainda assim, quando o intuito é mostrar relacionamentos amorosos, Orgulho e Paixão não se incomoda em sair da margem e proporcionar enlaces que fujam do clichê. Os protagonistas inspirados em Elisabeth e Mr. Darcy (“Orgulho e preconceito”), são exemplos consistentes do feito. Elisabeta e Darcy possuem opiniões bastante diferentes sobre o mundo e o roteiro não falha em deixá-los apenas a mercê do desejo, sem que entendam como lidar com tamanhas contradições. É na possibilidade de abrir mão com delicadeza que os dois vão se livrando do impasse de ser fiel a quem se é e deixar o outro se aproximar. Outro exemplo de tolerância no que se refere a paixão é visível em Mariana e Brandão. A primeira parte da história gira em torno do profundo tédio que a menina sente com relação ao coronel, que é perdidamente apaixonado pela moça embora não haja grande contato entre os dois. É no avançar da história e da amizade crescente entre eles que a menina começa a perceber que a aventura não vem da forma que se espera, e é isso que a torna tão grande.

Além dos vínculos afetivos retratados com eficácia, as relações de poder surpreendem pela perspicácia com que são elaboradas. Seja o barão que perdeu a herança mas não consegue perder a pose, ou pela filha da relação com a escrava que nunca foi reconhecida, seja o patrão coronelzinho do Vale que explora seus empregados mantendo-os pelo medo, seja pelas condições de trabalho criminosas que a nova gerencia de uma fábrica de tecidos impõe a seus funcionários. Mas principalmente pelo modo com que se dispôs a falar sobre estupro.

CONFIRA CENA NO LINK

Todo mundo já está cansado de saber que violência contra a mulher é crime, mas convém certa dose de coragem para abordar no horário das 18h uma narrativa com tamanha crueza. Sem romantização alguma acerca do tema, mostrando a crueldade e perversidade de um homem próximo, não um desconhecido aleatório, mas um homem influente e respeitado que achava que tinha acesso ao corpo daquela menina que desejava “possuir”. O enredo ganha mais ao não caracterizar Julieta como uma mulher que superou a situação e é plenamente feliz por ter recebido em troca de toda violência um filho, essa ideia fantasiosa que tentamos empurrar a mulheres vítimas de abusos como se fosse um prêmio de consolação.

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Com cenas bem escritas, diálogos deliciosos e altamente instigantes, o que vemos em tela são atores inteiramente disponíveis, como se esse jogo que acompanha mos na frente da câmera fosse tão divertido e trabalhoso de fazer quanto é para gente assistir e desdobrarmo-nos em significados. E é essa coerência que nos faz perceber que é possível colocar o tabu na televisão sem cometer todos os deslizes que criticamos lá em 2017 com a novela que não convém mais ser nomeada. Porque não adianta se vender como produto representante da diversidade agora que finalmente descobriu-se que empoderamento vende sem a mínima responsabilidade para com o público que você deseja atingir. Ninguém mais aceita migalha.

E para você que obviamente está afirmando sentenças como “mimimi” ou “esse politicamente incorreto não deixa a gente se divertir mais”, garantimos aqui que um dos pontos altos da novela é exatamente o humor. Dá para ser engraçado sem ser preconceituoso, sem ofender, sem cair no clichê. Essa novela nos fez gargalhar de cair lagrima dos olhos. Ou talvez a lágrima viesse pela emoção (emoção mesmo, não vou economizar essa palavra) em ver assim, para a massa, um produto que valeu a pena consumir.  É possível.

As cenas todas são tão especificamente especiais que até o episodio musical (sim, tem episodio musical tipo série mesmo. E dá para afirmar que com muito mais sentido no enredo do que muitas, rs) a gente assiste rindo e gostando e abrindo mão da nossa superioridade que só pode gostar do que o selo cult do tribunal da internet aprova.

 LEVEZA QUE NÃO SUBESTIMA: CONFIRA CENA

Mas já que estamos falando de música, aqui vale a crítica para a única ferramenta em que Orgulho e Paixão não alcança sua maior potência: a trilha sonora. Salvo poucas exceções, bem como as músicas que acompanham os casais Julieta e Aurélio, Brandão e Mariana ou o tema da vilã Susana, fica evidente que as outras personagens ou histórias mereciam mais cuidado na escolha de um item tão fundamental para o avanço da trama.

A CUMPLICIDADE FEMININA EM ORGULHO E PAIXÃO: CONFIRA CENA

Muito elogiada pela crítica, a novela, no entanto, não caiu nas graças do grande público, chegando ao fim com a pior audiência dentro de dois anos para o horário. Ficando na frente apenas de “Além do tempo” (2016). Importante destacar aqui que a demora para a produção desse texto se fez em grande parte pela tentativa de responder essa pergunta: o que significa esse resultado?

Que a gente tem que esquecer tudo isso que foi dito aqui e proposto em cena para voltar para o nosso cantinho?

Talvez essa seja a pergunta dos nossos próximos anos, nosso dever de casa. Mas enquanto isso, não nos esqueçamos: dá para abordar temas mais densos na televisão. No horário das 18h, ainda mais. É obvio que o debate não pode acabar por ali e é óbvio que o tom que será dado não é referência, não sejamos ingênuos. Não é um favor que nos prestam, não é tudo que ainda pode e deve ser. Mas é o caminho. E a gente precisa sair do nosso lugar e começar a caminhar.

24051210


 

Assinatura Beatriz

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