Cotidianas

Pequeno ensaio sobre a pobreza

Sobre a vida na periferia, “Parasita” e (a falta de?) esperança

*Por Beatriz Farias

Eu geralmente não falo sobre isso. Pode ser por vergonha mesmo. Pode ser porque não quero que antes que as pessoas saibam de tudo que eu tenho feito, das minhas pesquisas, dos meus projetos, elas me coloquem dentro dessa caixa. A contradição é que eu já estou dentro dessa caixa e há vinte anos vivo nesse “não-lugar” de ter orgulho de onde eu vim e até onde consegui chegar, ao mesmo tempo em que aprendo que morar na periferia não é motivo de comemoração. É fruto de um projeto de governo de isolamento que me envergonha. Que eu passei a vida inteira tentando deixar embaixo do tapete para não incomodar também as outras pessoas, de diferentes condições sociais com quem lidei nesse tempo de existência.

O que acontece é que fui me dando conta que esse tal incômodo já deveria estar imposto socialmente, no entanto a vergonha não era minha. O fato de pouquíssimos usufruírem de tudo enquanto grande parte da população, como eu e os meus não possuírem nada, deveria envergonhar por excelência. E essa carta é um extrato de transferência dessa culpa que a gente pobre carrega desde que nasce. 

Peço licença para utilizar da minha experiência pessoal para costurar esse ensaio. Logo a princípio, é fundamental ter em mente que a fala parte do meu privilégio branco de quem mora no sudeste do país, tem estudo e trabalho. Porque não acho que seja a história mais ultrajante e difícil, a grande representação da pobreza. Já que no Brasil, sempre que falamos do abismo a profundidade é sobre o que a nossa visão privilegiada não alcança ainda. No entanto é da minha experiência que tenho autorização para falar e opto por fazer alguma coisa com ela. Veja bem, não consigo falar de esperança, a fala fica encalacrada. Sei também que não é justo apresentar o desespero, ele já é real.

Parece que não decidi muito falar sobre isso, uma sucessão de fatores foram me trazendo e quando dei por mim já estava aqui. 

Para quem só sabe de favela quando faz visita turística em viagem ou para quem não sabe que mora em uma, favela é a expressão utilizada para nomear um assentamento urbano estabelecido de modo informal, que usualmente é identificado pela junção de barracos em condições de precarização e improviso.

Leitura recomendada: “Políticas Habitacionais em Favelas: o caso de São Paulo”

Embora esse texto defenda com avidez a favela enquanto conceito geral para situações especificas que mudam de bairro para bairro (quanto mais de país para país), destaco aqui o lançamento do filme “Parasita”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-ho, lançado em 2019, a fim de exemplificar o afastamento entre a moradia dos trabalhadores e o seu local de trabalho.

“Toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo em um porão sujo e apertado, mas uma obra do acaso faz com que ele comece a dar aulas de inglês a uma garota de família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe e filhos bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um.” (Sinopse de ‘Parasita”, Bong Joon-ho – 2019) 

Como não tenho interesse em fazer uma resenha específica sobre o longa, embora deixe minha recomendação profunda, pois acredito que é um dos filmes mais relevantes da década, vale mencionar que a reação da plateia transformava aquela sala em uma espécie de instalação onde assistiam às cenas a partir de seu próprio espetáculo: a performance da classe média-alta que absorve metade horrorizada metade entretidíssima é exaustiva.

Curioso ver como depois de certo tempo na sala do Itaú Cultural da Rua Augusta, onde minha irmã e eu assistíamos, o riso de identificação que a princípio tomava o clima de comédia do longa se transformou no terror de perceber que aquele enredo animalesco poderia bem ter saído de um de nossos anos vivendo em uma casa que não comportava nosso grupo familiar de pai, mãe e duas filhas: a pobreza possui fragrância própria e, embora tenha a distância de um continente, a gente reconhece o cheiro.

Esses dias na orientação do meu projeto de pesquisa, minha professora, absolutamente perspicaz para comentar as investidas do capitalismo nesse nosso mundo globalizado e etc. etc., me lembrou de como nosso cheiro foi camuflado. Tem uma fragrância no cabelo, outra do amaciante da roupa, outra do que se passa no pescoço outra no sabonete íntimo outra no talco para os pés. Tudo porque se sentíssemos nosso cheiro próprio, natural, a gente seria acusado do que come, de onde frequenta, se andamos a pé, de ônibus, se moramos longe ou perto, se trabalhamos o dia inteiro ou se só saímos a noite. Com o fim do filme, Meiri vira assim para mim enquanto esperávamos o aplicativo de carona num carro que atravessaria a cidade e comenta: não importa o tanto que a gente ande, se vista, coma bonito e fale bem, a gente nunca fica confortável, porque esse cheiro não sai.

Percebi nitidamente uma diferença no aroma quando fui estudar como bolsista em uma faculdade de elite em outra cidade, embora nesse período ainda não soubesse direito o que queria dizer. Não foi pela grandiosidade de algum comentário preconceituoso, nada assim. Percebia no tipo de pele, no tipo de beleza, no tipo de roupa, um padrão que eu não conseguia manter. Nessa época quase morri de tristeza em uma dor física resultante de como se espera dos adolescentes de periferia uma garra e determinação idealizada, que além de ser responsável pela falta de autoestima do jovem pobre, colocou a ansiedade, depressão e outras doenças mentais como regra de um grupo.

Passado susto inicial, logo entendi o jogo da vida acadêmica e fiquei bem a ponto de manter um olhar metade apaixonado sobre a possibilidade de estudar e metade curioso com o fenômeno do universitário-empático-mas-tão-empático-que-acha-que-pode-ensinar-o-pobre-a-ser-pobre. Por estar em um ambiente acadêmico voltado para a arte, existe um véu que deixa enevoado a diferença entre saber da importância de democratizar as discussões, acessibilizando os espaços, aos projetos que acompanho de vez em quando sobre a periferia que são elaborados pela classe média-alta.

Veja bem, não digo que nada possa ser feito. É evidente que para dar visibilidade a um fato, carecemos muitas vezes de alguém que tenha voz para evidenciá-lo. Dito isso, quantas vezes essa voz que evidencia está apenas se colocando em ainda mais em destaque? Quando é que o objetivo não é promover seu nome e sua marca? E mesmo quando a intenção é genuína, são raras as vezes em que observo um projeto que seja voltado a “empoderar” e conscientizar a periferia que não me deixe cética.  É ainda muito difícil encontrar um projeto de reconhecimento daqueles indivíduos para além dos temas estereotipados como pertencentes a esse grupo de pessoas. No mais é sempre sobre como sofrer como pobre uma dor que esse já sente só de ter nascido ser humano. E pobre.

“As pessoas que estão em condições difíceis vivem afogadas demais para poder se organizar e lutar pelos seus direitos. A simples batalha da sobrevivência já é intensa demais. Por isso, quem tem voz precisa usá- (2)

Que ilusão de favor é essa que vem cegando nossos conhecidos, que conjugam conosco a luta por direitos humanos, que transforma o morador da periferia nessa massa homogênea que pensa igual, se diverte igual e vem encapada de discurso de empoderamento? O olhar de fora que tenta prender a gente num lugar do qual fica muito difícil de sair, é também uma forma de extermínio. Ninguém está lutando para ser herói da pobreza por aqui. Até porque vocês já estão fazendo isso por nós, contando nossa história sem deixar que a gente escolha o que, como contar e principalmente: dar oportunidade de criar um fim diferente para ela.

Leitura recomendada: “Favela rica, favela pobre: estudo mostra as desigualdades nas baixas rendas de São Paulo”

Por falar em não deixar a voz sair, no dia 30 de novembro nove jovens foram assassinados em um baile funk na Zona Sul de São Paulo, o Baile da 17. Em uma ação da Polícia Militar, policiais entrou na comunidade agredindo indiscriminadamente os indivíduos que frequentavam a festa. Os vídeos que circulam pela internet, acompanhados dos relatos, evidenciam a ação truculenta dos que anunciavam estarem fazendo “guerra às drogas e não aos moradores”.

Nessa mesma madrugada em que ocorria a chacina, meus amigos e eu dançávamos em uma festa no centro da cidade. Uma festa que tinha muita bebida, funk tocando e, provavelmente, droga. E gente rica. E nenhuma ação da polícia rondando, nenhuma guerra às drogas acontecendo por ali.

Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16 anos. Dennys Guilherme dos Santos Franca, 16 anos. Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos. Gustavo Cruz Xavier, 14 anos. Gabriel Rogério de Moraes, 20 anos. Mateus dos Santos Costa, 23 anos. Bruno Gabriel dos Santos, 22 anos. Eduardo Silva, 21 anos. Luara Victoria de Oliveira, 18 anos.

É importante que sejam lidos  os nomes desses que foram assassinados um a um nessa madrugada para que a gente transforme em ser humano essa massa que é tida como uma coisa só. Gente que tinha história. Isso que é a “cultura da periferia”, o baile funk. Que eu tanto vejo em projetos cheios de palavras importantes como forma de empoderar a comunidade. Esse que é arrancado da periferia e usado como bem entende por uma gente que não entende o que diz a letra, mas que vem buscar na favela o produto que comercializa para a elite e deixa quem produz a mercê. Mais uma vez. Esse assassinato começa antes da polícia chegar e a polícia aparece para oficializar do modo como quer um projeto de sociedade que estamos fazendo manutenção a todo instante.

“Muita gente acha que o baile funk só vai bandido. Não vai bandido, gente. Vai gente de bem para curtir. É o que tem para hoje para os jovens. O que o pessoal dá para o jovem hoje curtir? Que opções ele tem para curtir?”, perguntou José Roberto de Oliveira, padrinho do Gustavo – um dos jovens assassinados no baile.

Poema “Da paz”, de Marcelino Freire, interpretado por Naruna

Se você já está achando o relato seco ou desesperançoso, pode ficar tranquilo: falo com lágrimas nos olhos. Há emoção por toda parte. Precisamos, no entanto, ficar atentos quando essa emoção cega nossos olhos marejados a tal ponto que torna difícil enxergar a medida concreta nos fatos. Falo do alto do fim de 2019, o fatídico ano em que chega ao poder um presidente que tem como projeto principal o caos higienista e conservador que ganhou a todos por seu discurso…

Higienista e conservador.

Nenhuma surpresa. Novidade zero. E a cada vez que ouço um comentário se aproximar emocionado e desesperado de quem não aguenta mais o nível de pobreza de espírito e de burrice generalizada que o governo impõe, embora tenha consciência da legitimidade da reclamação, me questiono onde estavam tantas vozes indignadas durante toda história de demolição das vidas pobres e especialmente negras da periferia. Essa limpeza que não vem de agora, mas que agora é publicamente autorizada. Que atualmente é estampada na televisão e bate em portas sem pudor algum, legitimada. Não é momento de se calar, de forma nenhuma, mas consegue imaginar que se agora está ruim aí, imagina aqui que nunca esteve bom?

O pobre já está acostumado, certo? A casca já está grossa.

Moro na periferia. Num bairro chamado Pedreira. Que muito frete de compra nem cobre. Que nos últimos tempos o Uber e similares cada vez mais recusam e cancelam as viagens. Trabalho a duas horas de casa. Estudo a uma hora e meia de casa. Realidade de inúmeros habitantes da periferia que devem ser considerados privilegiados por possuírem emprego e trabalho, já que só no Estado de São Paulo contamos com a elevação de 12,4% da taxa de desemprego em 2018 para 13,5% no primeiro trimestre de 2019 – dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Os dados abaixo, de quase uma década atrás, apresentam a comparação entre pessoas com ensino superior completo dentro e fora da periferia – vale ressaltar que nesse período da história o Prouni já havia sido criado há 6 anos, o que levou uma taxa expressiva de jovens em situações de vulnerabilidade social para o ambiente acadêmico.

estudantes_universidade

*Importante lembrar novamente o recorte para a população negra que vive na periferia, que se encontra mais imersa ainda nos dados por carregarem na pele o que se pré-concebeu como bandeira de uma condição social.

Vamos as contas: o dia tem 24 horas. Por morar tão longe do trabalho e faculdade, gasto de cinco até seis horas do meu dia no transporte público. São seis dormindo. Cinco trabalhando e outras cinco na faculdade. 22h. Nas duas horas restantes, é preciso equilibrar refeições e estudos externos ao horário de aula, além de descanso, lazer, exercícios físicos e o não fazer nada consciente. Isso porque falo da condição de pessoa que não tem filhos e que não administra sozinha uma casa. Fica fácil perceber que essa conta rapidamente vai para o negativo em muitas outras casas do meu bairro.

O morador da periferia parte de um “não-lugar” marcado pelas horas em que transita entre baldeações, assentos desconfortáveis e o trânsito incorrigível do modelo de mobilidade urbana que vigora. Passando grande parte do dia no lado oposto da cidade em que nasci, não me identifico com seus hábitos. Chegando na periferia, sigo estrangeira à cultura reconhecida como da região. O não-lugar” dessa condição de transição permanente entre duas realidades, indica o chão que se move enquanto aprende a fazer a vida dentro do ônibus que passa. A não identificação que ocorre até a segunda página, já que a gente pode até não se reconhecer em lugar nenhum, mas do outro lado da cidade nosso cheiro segue forte indicando de onde viemos.

É nessa dificuldade em se reconhecer que algumas armadilhas comumente aparecem. Falar de pobreza é sobre o cabo de guerra entre minimalismo e ostentação, quando o que a gente sempre teve foi a negação de uma realidade travestida em produtos que não poderíamos comprar e que agora chega como o poder de escolha do consumo compulsivo.

A gente nunca teve nada, o básico sempre foi regra. A roupa que sobrevive anos e passa de geração em geração porque não existe uma alternativa, que são lavadas a mão como manda a etiqueta, literalmente, já que não existe máquina de lavar para estragá-las. A criatividade na cozinha, já que os ingredientes precisam durar a semana inteira e o gás está acabando. A internet que não chega na rua por falta de cobertura. Isso não é favela movie não, isso era a vida aqui em casa há poucos anos e nada garante que não vai voltar a ser amanhã.

As dicas de redução de hábitos de consumo que hoje em dia entendemos como minimalismo, centenas de milhares de famílias aqui no Brasil praticam há décadas para se manter, não por escolha. Fazemos enquanto assistíamos as suas viagens para os centros do capitalismo que hoje em dia tanto envergonham. É válido sempre ter em mente que ninguém está revolucionando a roda agora por colocar em pauta a necessidade de contenção de recursos, de comprar apenas o necessário – se em algum momento vocês tivessem reparado nas empregadas e babás dos filhos, teriam aprendido um pouco sobre educação financeira que agora tanto se leva em consideração.

Importante deixar evidente o quanto acredito na pauta do minimalismo e endosso a importância de falar de sustentabilidade, não vai ter outro jeito, o planeta está no saldo negativo. Só que esse discurso foi descolado do mundo real a tal ponto, que tornaram nossa realidade inacessível para gente do mesmo jeito que os produtos eram inacessíveis. Como que fala para um indivíduo que nunca pode comprar essas tais coisas, tidas como superficiais, que geram resíduos, que agora ele não pode? Agora que esse tacho chamado planeta já foi raspado por vocês e como sempre sobrou o bagaço da laranja pra gente chupar?

Leitura recomendada: “Transformamos pobres em consumidores e não em cidadãos, diz Mujica 

Não existe sustentabilidade enquanto esse discurso não fizer sentido para quem produz, para quem não lê os artigos incríveis produzidos no exterior do país, para quem não está no Instagram nos vendo lacrar e que não está gastando centenas de reais mensais para não precisar mais possuir nada. É muito diferente não se sentir tentado a espiar alguma oferta do Black Friday (um dos eventos frutos do capitalismo mais desprezíveis do nosso tempo) quando na sua casa já foi assegurado o necessário para a manutenção do seu bem-estar “minimal”.

Por saber que bem-estar é um conceito subjetivo, mas que possui indicadores materiais, é injusto fechar os olhos para os avanços, da mesma forma que utilizar casos de “sucesso” específicos é desonesto. A gente tem que se orgulhar sim das nossas conquistas porque quando se vem da periferia, quando se é mulher na periferia, negro, LGBTQI+ na periferia, você luta contra tantas camadas de problemas sociais que uma conquista é uma trajetória inteira, mas ela não é a regra que dita o jogo.

Em um ano onde a cada dia que sobrevivemos retrocedemos cinquenta, é importante falar das conquistas dos últimos anos sem ficar besta, sem achar que a conquista é irretocável. Acompanhamos sim um aumento de jovens pobres ocupando as universidades nas últimas décadas, entrando em cargos que pareciam inimagináveis através de ações afirmativas como cotas e programas sociais como o Prouni (todos ameaçados pelo novo governo, que de novo só tem a duração no poder), já citado aqui e que embora esteja recheado de contradições e aspectos a se aprimorar – desfazer e refazer, foi responsável por levar para o ambiente acadêmico inúmeros conhecidos meus de bairro e mais uma vez toco no que conheço e posso ver para fazer coro ao slogan de Carol Hanisch: “o pessoal é político”.

Dito isso, usar como marca da favela a história de um caso e outro “que deu certo” é só uma forma de deitar com a cabeça tranquila no travesseiro mesmo sabendo da individualidade de cada situação, porque assim não é necessário se preocupar com o tanto de gente que não vai nem conseguir dinheiro para pagar a passagem do ônibus ou se alarmar com uma possível revolta do subalterno.

“As pessoas que estão em condições difíceis vivem afogadas demais para poder se organizar e lutar pelos seus direitos. A simples batalha da sobrevivência já é intensa demais. Por isso, quem tem voz precisa usá- (1)

Assim me lembro das aulas de biologia do segundo ano do colégio de classe alta em que estudei como bolsista no ensino médio e que me explicou algumas coisas sobre o organismo parasita. Aquele que vive de outro organismo dentro dele, obtendo dali sua fonte de alimentação e podendo ou não causar alguma espécie de transtorno para este que serve de moradia.

Não é sobre a história de um ou outro parasita que estamos falando aqui, esses que são possíveis de conter. A gente está falando de se infiltrar de tal forma que já não seja uma invasão, que a nossa condição seja estar em todos os lugares mesmo. Se for necessário causar algum tipo de transtorno com o nosso cheiro insuportável de tão identificável, não pedimos perdão, estamos em manutenção e pode ser que a partir de agora não seja possível melhor atendê-los.

“Porque o indivíduo pode até vencer sozinho, mas a favela só vence quando todos vencem juntos.” – Sugestão de leitura: A favela não venceu 


 

Esse texto é dedicado a Meiri, Luisa e João.
Daisa, Brunno, Thomas, Bia, Ana, Chaian e Robson: amigos que aprenderam a fazer a vida entre trânsito do “não-lugar”. Sigamos.

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